Cinco coisas que você precisa saber ao planejar a sua ceia de Natal

Para o bem ou para o mal, 2017 está acabando e é inevitável que o assunto ceia de Natal comece a pipocar nos grupos de família do WhatsApp. Se fazer uma refeição em família já tem todo um significado, nessas épocas de festa o ato se torna ainda mais simbólico – mesmo que você não se considere uma pessoa religiosa (o que é o meu caso, por exemplo).

Na minha família costumamos passar a noite do dia 24 de dezembro juntos, na casa da minha avó materna. A ceia por lá é clássica, com muitos pratos! Ave recheada, pernil suíno, lasanha, salpicão, arroz à grega, farofa. Aquele menu bem “A Grande Família” e que envolve quase todo mundo nas preparações.

Tudo isso é muito lindo, mas dá trabalho e sempre rola algum stress. Para evitar esse drama todo e garantir que a sua ceia esse ano seja feita da forma mais tranquila e prazerosa possível, separei cinco dicas que podem te ajudar nesse momento:

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1 – Defina um cardápio com antecedência e distribua tarefas:

Se a ceia da sua família é para muita gente, aproveite o famigerado grupo do WhatsApp para definir um cardápio com antecedência (eu diria que agora é o momento hehehe) e distribua tarefas. Sempre tem algum parente que manda bem na sobremesa, outro faz um prato que é sucesso, outra quer testar algo novo. Pense em como cada um pode contribuir e se os pratos combinam entre si.

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2 – Abuse das frutas…

Sou muito fã das combinações de carnes com frutas. Um molho de laranja, abacaxi ou frutas vermelhas vai muito bem com aquele peru, uma carne de porco. Quebra um pouco a monotonia, evita com que a carne fique seca e ainda dá um charme no prato. Uma farofa com banana também fica demais! Ou pense em sobremesas leves, com frutas da época e que amenizem um pouco o estrago calórico da ceia =)

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3 – …e dos temperos também

Eu tenho os dois pés atrás com essas carnes que a gente compra no mercado e que já vêm temperadas. Fica tudo com gosto de mais do mesmo, perde a graça total comer algo assim. Sei que, no caso das aves, é raríssimo encontrar uma não temperada. Minha dica, nesse caso, é tirar o excesso de tempero e preparar uma boa marinada com alho, cebola, louro, alho poró, salsão, pimenta do reino, sal, vinho branco e suco de fruta. A mesma marinada vale para uma carne suína, tá.

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4 – Opte por ingredientes locais

Uma ceia de Natal clássica normalmente conta com uma boa leva de produtos importados: bacalhau, cerejas, nozes, castanhas. Tudo muito lindo e gostoso. Mas que tal inovar e dar uma volta na feira à procura de produtos locais que possam ser usados na ceia? Certo que você vai encontrar várias opções que podem te surpreender. Sem falar que ao investir em produtos da região você movimenta a economia local e ainda poupa uma graninha – os importados estão sujeitos à variação monetária e não são exatamente baratos, né?

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5 – Pense em reaproveitar as sobras

Pesquisas apontam que em cada 10 ceias realizadas no Brasil durante o Natal, 10 apresentam sobras no dia seguinte (Brincadeira com fundo de verdade). Então, em vez de só reaquecer tudo no dia seguinte, que tal fazer um novo prato? A sobra de carne pode render um risoto, um molho, uma salada diferentona e se transforma fácil em acompanhamento, por exemplo.

Com essas dicas, sua ceia tem tudo para ser um sucesso neste Natal. Mas se você ainda tem dúvidas ou precisa de uma ajuda extra para planejar e montar o jantar, mande um e-mail, um Whats, deixe seu comentário. Posso te ajudar a criar e a cozinhar algo maravilhoso e cheio de carinho ❤

 

“O barraco tá florido hoje!”

Meu avô costumava dizer essa frase sempre que a casa onde morava se enchia de visitas. Netas, filho, parentes, amigos, irmãs. Ele gostava mesmo de ver gente por ali, disposta a jogar conversa fora e se divertir.

Receber pessoas era algo tão trivial da vida dos meus avós que, durante décadas, a casa era apenas “protegida” por uma grade baixa, onde eu e minha irmã costumávamos sentar e brincar. A porta ficava destrancada. Quando alguém tocava a campanhia, era sinal de que ela não estava muito habituada ao modus operandi do local. Ali, a regra era chegar e se sentir bem. Descer até a cozinha, sentar no baú que servia como estoque de trigo e bater um papo, acompanhado de um café e bananinhas quentinhas.

Receber pessoas é um costume é tão forte em mim que hoje não poderia ser diferente com a Cozinha Catarina. Cada cliente que vem é na verdade um amigo e o clima é tão gostoso que me lembra tanto esses dias de visitas na casa da vó.

Já teve gente que veio porque convidei. Teve turista que veio e se encantou. Ou quem comemorou aniversário de casamento (como o casal da foto que ilustra este post), quem estava morrendo de curiosidade de ver a casa, ou nos conhecer pessoalmente.

Cada jantar, cada almoço, se tornam uma história, um capítulo desta cozinha. Que agora passo a escrever aqui também a vocês.

Um beijo,

Larissa

Na galeria abaixo, você confere quem já esteve por aqui na Cozinha: